sexta-feira, 28 de setembro de 2007

por uma elfa, de vida eterna mas que morre de morte matada


Elfos

Entre o matagal de fetos, escuro e fundo,
Encontrei uma dama não deste mundo.
Coberta com uma teia de flores e seda,
As horas deixava passar, queda,
Esperando pela noite.

No musgo verde e macio deitada,
Com uma criança perto de si embrulhada.
De pele tão alva e cabelo tão negro,
Via o crepúsculo, em sossego,
Esperando que fosse noite.

Em silêncio, sentei-me a seu lado,
Com o cérebro confuso e espantado,
À espera que a palavra me surgisse.
"És muito gentil", a dama então disse,
"Por esperares comigo até ser noite."

Perguntei à dama: "Estais perdida?
É este escuro matagal que vos dá guarida?
Virão outros , quando a estrela e a Lua brilhar?"
Ela apenas sorriu e pôs-se a cantar
Para o elfo criança.

A criança dormia. A dama começou a cantar
A magia profunda da Terra e do Mar.
Sussurrou velhos e poderosos encantamentos.
"Usa-os bem", disse. "Sê corajoso
Quando na noite os evocares."

"Posso experimentá-los?" A dama sorriu,
Abraçando a criança.
"Sim", respondeu" "é uma dádiva que te faço
Por teres esperado comigo que a Lua
Surgisse no céu."

Pensativo, a seu lado fiquei a vigiar.
Então, ouvi o cavaleiro chegar
Pelo escuro matagal, à desfilada.
"Estais aí, minha dama amada?"
Chamou uma voz de elfo.

Um cavaleiro elfo, de capa encarnada,
Armado de punhal e espada acerada,
Conduzia o cavalo pela mata a direito.
O coração começou a abater-me no peito
Quando vi a escuridão dos seus olhos.

O crepúsculo caíra, nenhuma ave cantava.
A Lua sobre a colina espreitava.
De repente, senti-me só.
"Não tenhas medo, pois boa amizade
Semeaste."

A dama ergueu a mão delicada.
Uma fita prateada
Brilhou ao luar na sua tez.
"Não lhe dais um dom pelo que fez?"
Perguntou ao seu senhor.

"Pois este é um corajoso guarda, um amigo."
"Mas o homem sempre foi nosso inimigo",
Respondeu o cavaleiro elfo. "Não é tal,
Disse ela, "pois guardou-nos neste matagal."
Ele sorriu.

"Então, alguns há que nos querem bem."
A sua voz era um trovão do além.
Tirou um anel do dedo.
"Isto ligar-te-á em segredo
À terra e à magia."

Tal como a Lua, a sua pedra era fria.
O ar estava cheio de uma estranha melodia
Quando a dama e o cavaleiro montaram
E no escuro matagal se embrenharam.
Fiquei sozinho.

Dizem que os elfos não são daqui.
Mas eu as suas lindas vozes ouvi,
Naqueles maravilhosos momentos.
E aprendi mágicos encantamentos
Com a dama.

O anel com o poder que encerra
Vai ajudar-me com a magia da terra.
Às vezes falamos em tom profundo
No matagal de fetos, escuro e fundo,
Em segredo.

Será magia? Para mim, não há duvida.
Pois quando o sol desaparecer, devagar,
Sinto o poder da Terra no meu coração
E sei que em mim sempre ficarão
O cavaleiro e a dama.



por D. J. Conway

wood & stock

sexo
orégano
e rock' n' roll!!!!!!!!!!!

recomendo...
é meio parte da minha realidade, tipo hippie urbano.

mendigo sincero

ALLAN POE!!!!!!!



O CORVO *
(de Edgar Allan Poe)

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!

Fernando Pessoa

JASPION

A ALGUM AMOR PLATÔNICO E PERDIDO POR AÍ....

indiferença

ah santos
alucinógenos todos,
santos, maria!
por quê?
a indiferença.

todos os sorrisos
santos sorrisos
aqueles
que me dão tão... indiferentes.

agora por que tantos
santos divinos sorrisos
que falsos e alucinantes... alucinógenos.

não me sorria indiferente.
me sorria apenas
para alucinação um tanto... constante, é constante.



ISSO FOI EU QUEM FEZ...

cheiro de amor



ESSA LETRA LEMBRA TANTO MEU BAIXINHO, MEU NAMORADO FILOSOFO.... UM TAL QUE ME FAZ ME APAIXONAR A CADA DIA PELA MESMA PESSOA!

De repente fico rindo à toa sem saber porque
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca
Foi me deixando quase louca já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
De repente...

E meio louca de prazer lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente...
Volte logo meu amor

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

humor...

"mais vale um mal dia de pescaria do que um bom dia de trabalho..."
Alfred E. Neuman

aos novos estrangeiros...


algo que publiquei no meu antigo blog, de minha autoria:

ODE A TUDO QUE NÃO GOSTO

ah hoje resolvi escrever a tudo que mais odeio
porque estou cheia de gente "deprê"
odeio que chamem bala de drops,

odeio que chemem presilha de "xuxinha"!
porra! se o cara é gay sorte dele, ou problema,
não precisa anunciar pro mundo inteiro:
"sou gay, viu bofe?"
odeio de corpo e alma
pessoas futeis que falam que o mundo acabou pela simples perda de um alguém que funcionava apenas como objeto fálico!
o que é um pênis afinal para se dar tanto valor?
eu não sou, definitivamente não sou um buraquinho ambulante!
sirvo para ser ora essa!
e daí que durmo demais?
então agora os pacientes psiquiátricos são vagabundos viciados que usam atestados para justificar suas falhas tão "humanas"!
ou para conseguir suas drogas que, apesar de mais caras e difíceis de conseguir do que uma simples aspirina, que se torna até um tanto gratuita pela propagando e tantos viciados ou mais que a própria nicotina, que não dá nem um pouquinho de câncer, o fígado não fala...
esse tantos viciados em laxantes, meninas com prisão de ventre, frescas! seus tímidos intestinos tão acostumados com papel perfumado, privadas macias e banheiros cheirosos... que os banheiros públicos não passam de buracos para se mijar em pé.
e aos homens tarados que fazem questão extrema de provar o machismo da forma mais fraca possível, mais influenciavel e padronizada: vou na zona, sustentar minha casa que aquele buraquinho limpa, educar os filhos para ser tão machos quanto e suas filhas para serem virgens, e venderem seus buraquinhos o mais caro possível para um mais idiota e manipulável com um sobrenome italiano e um caro diploma. e a macheza não acaba por aí quando o álcool tão padornizado e quaze obrigatório das festas de final de semana o faz apenas trair e espancar a mulher dentro de casa. depois, a justificativa foi de que o tal divertido álcool amargo e gelado, extremamente gelado, com o pior gosto possível, o fez perder a cabeça, e vomitar e ser violento e ridículo. o mesmo álcool tão liberado e passível que faz com que as mulheres se tornem tão objetos, e se arrependem ainda!
salve o santo alcool.
agora meus comprimidos psiquiátricos, ou talvez minha cocaína de final de semana seja nociva, me deixe fora de mim e me faça fazer bobagens que não faria em sã consciência. é bem verdade que minha cocaína me faz ficar eufórica, talvez me faça ver os problemas por outro ângulo, me faça ser mais forte... meus comprimidos me fazem apenas ficar acordada. se eu falar que dependo deles pra viver sou então dependente química, e então marginalizada porque a droga escolhida não foi nem aspirina nem álcool, apenas porque a tarja era preta, ou porque era ilegal...
porque me nego a ser escrava idiota do álcool, os ser vítima da tão capitalista aspirina...
me desculpa se me mostro indignada.
me mostro tão agressiva quando percebo que odeio tudo... porque saber de notícias que são inventadas de um simples fato que não fez parte do meu cotidoano? eu não entendo porque me julgam tanto... a doente mente e excluida, por ser doente e não ser reconhecido por apenas pensar diferente... ou por apenas pensar.
ah, odeio também todas essas carinhas( Smiley Smiley Smiley ) coisa mais tosca.
odeio também esse blog, ou essa maldita musica do led zeppelin... é tudo tão triste

Vinícius de Moraes


Balada do morto vivo

Tatiana, hoje vou contar
O caso do Inglês espírito
Ou melhor: do morto vivo.

Diz que mesmo sucedeu
E a dona protagonista
Se quiser pode ser vista
No hospício mais relativo
Ao sítio onde isso se deu.

Diz também que é muito raro
Que por mais cético o ouvinte
Não passe uma noite em claro:
Sendo assim, por conseguinte
Se quiser diga que eu paro.

Se achar que é mentira minha
Olhe só para essa pele
Feito pele de galinha...

Dou início: foi nos faustos
Da borracha do Amazonas.
Às margens do Rio Negro
Sobre uma balsa habitável
Um dia um casal surgiu
Ela chamada Lunalva
Formosa mulher de cor
Ele por alcunha Bill
Um Inglês comercial
Agente da "Rubber Co."

Mas o fato é que talvez
Por ter nascido na Escócia
E ser portanto escocês
Ninguém de Bill o chamava
Com exceção de Lunalva
Mas simplesmente de Inglês.

Toda manhã que Deus dava
Lunalva com muito amor
Fazia um café bem quente
Depois o Inglês acordava
E o homem saía contente
Fumegando o seu cachimbo
Na sua lancha a vapor.

Toda a manhã que Deus dava.

Somente com o sol-das-almas
O Inglês à casa voltava.

Que coisa engraçada: espia
Como só de pensar nisso
Meu cabelo se arrepia...

Um dia o Inglês não voltou.

A janta posta, Lunalva
Até o cerne da noite
Em pé na porta esperou.

Uma eu lhe digo, Tatiana:
A lua tinha enloucado
Nesse dia da semana...
Era uma lua tão alva
Era uma lua tão fria
Que até mais frio fazia
No coração de Lunalva.
No rio negroluzente
As árvores balouçantes
Pareciam que falavam
Com seus ramos tateantes
Tatiana, do incidente.

Um constante balbucio
Como o de alguém muito em mágoa
Parecia vir do rio.

Lunalva, num desvario
Não tirava os olhos da água.

Às vezes, dos igapós
Subia o berro animal
De algum jacaré feroz
Praticando o amor carnal
Depois caía o silêncio...

E então voltava o cochicho
Da floresta, entrecortado
Pelo rir mal-assombrado
De algum mocho excomungado
Ou pelo uivo de algum bicho.
Na porta em luzcancarada
Só Lunalva lunalvada.

Súbito, ó Deus justiceiro!
Que é esse estranho ruído?
Que é esse escuro rumor?
Será um sapo-ferreiro
Ou é o moço meu marido
Na sua lancha a vapor?

Na treva sonda Lunalva...
Graças, meu Pai! Graças mil!
Aquele vulto... era o Bill
A lancha... era a Arimedalva!

"Ah, meu senhor, que desejo
De rever-te em casa em paz...
Que frio que está teu beijo!
Que pálido, amor, que estás!"

Efetivamente o Bill
Talvez devido à friagem
Que crepitava do rio
Voltara dessa viagem
Muito branco e muito frio.

"Tenho nada, minha nega
Senão fome e amor ardente
Dá-me um trago de aguardente
Traz o pão, passa manteiga!
E aproveitando do ensejo
Me apaga esse lampião
Estou morrendo de desejo
Amemos na escuridão!"

Embora estranhando um pouco
A atitude do marido
Lunalva tira o vestido
Semilouca de paixão.

Tatiana, naquele instante
Deitada naquela cama
Lunalva se surpreendeu
Não foi mulher, foi amante
Agiu que nem mulher-dama
Tudo o que tinha lhe deu.

No outro dia, manhãzinha
Acordando estremunhada
Lunalva soltou risada
Ao ver que não estava o Bill.

Muito Lunalva se riu
Vendo a mesa por tirar.

Indo se mirar ao espelho
Lunalva mal pôde andar
De fraqueza no joelho.

E que olhos pisados tinha!

Não rias, pobre Lunalva
Não rias, morena flor
Que a tua agora alegria
Traz a semente do horror!

Eis senão quando, no rio
Um barulho de motor.

À porta Lunalva voa
A tempo de ver chegando
Um bando de montarias
E uns cabras dentro remando
Tudo isso acompanhando
A lancha a vapor do Bill
Com um corpo estirado à proa.

Tatiana, põe só a mão:
Escuta como dispara
De medo o meu coração.

E frente da balsa pára
A lancha com o corpo em cima
Os caboclos se descobrem
Lunalva que se aproxima
Levanta o pano, olha a cara
E dá um medonho grito.

"Meu Deus, o meu Bill morreu!
Por favor me diga, mestre
O que foi que aconteceu?"

E o mestre contou contado:
O Inglês caíra no rio
Tinha morrido afogado.

Quando foi?... ontem de tarde.

Diz – que ninguém esqueceu
A gargalhada de louca
Que a pobre Lunalva deu.

Isso não é nada, Tatiana:
Ao cabo de nove luas
Um filho varão nasceu.

O filho que ela pariu
Diz-que, Tatiana, diz-que era
A cara escrita do Bill:

A cara escrita e escarrada...

Diz-que até hoje se escuta
O riso da louca insana
No hospício, de madrugada.

É o que lhe digo, Tatiana...

mais uma do aragonés

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

terça-feira, 25 de setembro de 2007


Subject: Fwd: Posições Sexuais Condenadas pela Igreja Universal
Retirada do livro 'Castigo Divino'
da Igreja Universal do Reino de Deus
(Por Edir Macedo).

Comentários sobre o pecado das seguintes posições sexuais :

Posição de 4: É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois
ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a
penetra. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que
faz o cachorrinho com sua parceira fica com sua alma amaldiçoada e
fétida.

Sexo Oral : O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas
leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a
língua para apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai
ter filhos. E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao
sugar a vagina de sua parceira.

Sexo Anal: O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de
bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existem ratos,
baratas e mendigos. A pessoa que sodomia ou é sodomizada ela se iguala
a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas
o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz
criatura já está carimbado nos confins do inferno.

Veja a maneira certa de se relacionar sexualmente, segundo a cartilha:

Posição Recomendada:

O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água
corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso.
Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido
do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a
mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve
estar orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o
espermatozóide. Depois do ato sexual, Os dois devem orar, pedindo
perdão pelo prazer proibido do orgasmo.

Como penitência... O açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação.



Conclusão I : Ou nos veremos todos no inferno ou vai faltar bambu no mundo!

Conclusão II : Se alguém precisar de bambu, perto de casa tem e está sem uso.

Conclusão III: Sal grosso e vinagre? Vai transar ou fazer churrasco?

Isso é Ócio...


Isso é uma propaganda do blog de um antigo amigo da filosofia...
por motivos de força maior(o fato dele ser meio fora das idéias) não nos falamos muito. é uma criatura esquizita e solitária, um tanto(tanto esse bem grande) egoísta...
enfim, recomendo as pessoa estranhas que lêem minhas postagens.
óia: http://issoeocio.wordpress.com/
recomendo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Revista MAD

Revista MAD. faço questão de fazer essa propaganda da minha revista favorita, coleciono-a a anos!
o personagem da capa e de todas as caricaturas das capas é o famoso Alfred Nelman. Agora a revista tem baixado a qualidade e feito apelações, como os contos do Pato-puto. na verdade a principais mudanças(pra pior na maioria das vezes) foi quando a editora Record acabou, e a revista acabou sendo editada pela Mitos. Os personagens mudaram, os estrangeiros morreram, o único aparentemente bom que ficou foi o Sérgio Aragonés, mexicano, que não usa diálogos, porque não precisa, definitivamente! presta atenção:

depois dele, mais alguns, mas é meu preferido.
Sobre a revista, recomendo as mais antigas, entre as melhores está a da madonna, especial michael jackson, e a clássica triologia do O Senhor dos Anéis.
vale a pena, humor de bom gosto(da maioria das vezes).
E homenagem especial ao criador dessa edição brasileira, desde 1974: Otacílio D'assunção.
essa é a primeira imagem que eu vi dele. antes só conhecia os desenhos...